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10/01/2017

Satisfação e engajamento

O engajamento de seus colaboradores está cada dia mais difícil? A solução pode estar “pendurada” nas paredes de sua empresa!

A satisfação no trabalho é sentimento medido e observado ao longo dos anos e nunca esteve em níveis tão baixos, em praticamente todo o mundo, destacando-se, inclusive, as principais potências econômicas.

Engajamento, esse é o nome do problema que vem afetando quase todos os tipos de instituições e organizações, e destacamos aqui, principalmente, as empresas de todos os portes e de toda as atividades. Números que têm sido divulgados em fóruns específicos do meio empresarial têm mostrado uma queda superior a 20 pontos percentuais, independente da faixa etária, do nível hierárquico ou do país, nos últimos 20 anos. Silenciosa, essa mudança no comportamento vem afetando os indicadores de forma significativa e começa a ganhar forte visibilidade, em especial pela grande dificuldade que as empresas têm enfrentado na implantação e na continuidade de programas de performance, produtividade e cultura. Acentua-se a dificuldade quando as mudanças precisam ser mais frequentes e rápidas, necessárias em especial nas épocas de crises mais acentuadas como a que estamos enfrentando.

Ao analisarmos casos práticos e reais, tanto para estudos como no nosso trabalho de consultoria no dia a dia, as evidências existem e a gravidade e profundidade do problema se manifestam de diferentes formas nas organizações, mas sempre com impacto muito significativo nos resultados, quantitativos e qualitativos. Estudos e pesquisas apresentados por Daniel Goleman, o maior ou um dos maiores especialistas da inteligência emocional, começam afirmando e já reconhecendo que: o grande diferencial da liderança que se destaca é mais de 80% atribuído a competências emocionais; e que isso se comprova na afirmação que, dos 100% das tarefas que realizamos, 65% são comportamentais e 35% são técnicos ou cognitivos. Isso combinado, demonstra que as principais características do líder que buscamos ou temos precisa ter uma ênfase em seu perfil nas suas competências emocionais.

Ao longo dos anos, esses fatos tiveram pouca atenção pela maioria das empresas que não se preocuparam em observar internamente causas e efeitos das alterações nos indicadores comportamentais de seu time. Daí, o que temos hoje é um nível de prestação de serviços que está presente em todos os setores, muito abaixo das expectativas de clientes e consumidores, gerando insatisfação do público externo, produzido por um comportamento de insatisfação e falta de engajamento do público interno.

Onde é que podemos ir buscar o “resgate” ou a recuperação desse nível de engajamento de nossos colaborardes?

Se pensarmos na origem das empresas, vamos encontrar a figura do empreendedor, do fundador. Aquela pessoa que com sua visão e coragem construiu um império partindo do nada. Este homem ou esta mulher engajou seus primeiros colaboradores em seus sonhos e trouxe todos juntos para sonhar junto com ele/ela. Com sua liderança natural e exemplo, foi tornando seu time cada dia maior, mais forte e unido em um só propósito. Essas organizações foram crescendo muito, e cada uma a seu momento, para não perder essa essência que as conduziu a tamanho crescimento, passou a registrar em documentos e peças visíveis sua missão e seus valores, sempre trazendo uma visão atualizada. Aqui, podem começar a resposta e a solução para a melhoria do engajamento dos times, cujas empresas sofrem com a falta ou queda dele.

Recuperar a prática dos valores declarados pela empresa que um dia fizeram parte das atitudes e dos comportamentos de grande parte dos seus colaboradores, esse é o movimento que dá maior significado e tem a potência de ação em unir os colaboradores em um objetivo e propósito comum. Mas assim como a sua construção e queda foram acontecendo de forma contínua e lenta, a recuperação não será diferente. Estar ciente que esse trabalho precisa ser feito; que os frutos virão a médio e longo prazos, embora os sinais positivos já sejam percebidos a curto prazo; e que impactar comportamentos exigirá energia de toda a organização com forte patrocínio da alta administração e toda a liderança estratégica, isso é inegociável.

A que tudo indica, o momento e os fatos do país favorecem a entrada desse tema no dia a dia das organizações, pois é mais uma oportunidade de não permitirmos que tenhamos em nossas empresas o discurso tão distante da prática nos negócios e nas relações do dia a dia. São coisas muito viáveis que encontramos nessa estratégia de recuperação, ou fortalecimento, do engajamento. Valores estão declarados nas paredes das empresas, lembrando que foram esses valores que tiveram forte contribuição para que aquela empresa chegasse ao patamar que chegou, e que não pode morrer. Esses valores pressupõem comportamentos que materializam a prática desses valores por todos. Por exemplo, muitas empresas têm declarado o respeito como um valor. Quais os comportamentos que precisam ser praticados por todos e que deixam claro que o valor-respeito está sendo seguido? Do presidente ao assistente? Será que pessoas que passam a ser não tão respeitadas em várias e diferentes situações, sentem-se motivadas ao engajamento? Empresas têm declarado em seus valores a ética? Será que consegue identificar os comportamentos de seus líderes e liderados, que evidenciam que essa empresa tem um padrão ético sendo seguido e que isso dá motivação e orgulho às pessoas de pertencer a ela?

Em tempos nos quais só se fala de indefinições, insegurança e visão com decisões a curto prazo é oportunidade de se diferenciar do efeito manada e investir tempo e dedicação em uma estratégia humana de longo prazo, na qual o custo-benefício é totalmente a favor da empresa e seus colaboradores, dia a dia mais engajados. Não teremos um mundo melhor, não teremos um país melhor sem valores sendo respeitados. Nossa empresa será forte e melhor se seus valores estiverem visíveis, não apenas nas paredes, mas principalmente nos comportamentos e no coração de seus colaboradores.

Forte abraço!

 

Fonte:  Site  da Revista Supervarejo - http://www.supervarejo.com.br/satisfacao-e-engajamento/ - Junho/16

 

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