(11) 4372-5907

Busca Avançada

O resutado deve conter:
exatamente a expressão que foi definida no campo acima em seu conteúdo
pelo menos uma das palavras que foram definidas no campo acima em seu conteúdo
cada uma das palavras que foram definidas no campo acima em seu conteúdo

Buscar em:
Notícias Conteúdo Vídeos Galerias de imagens Tudo

Notícias

02/05/2018

Gestão com liberdade? Sim, é possível

Resultado de imagem para Gestão com liberdade? Sim, é possível

Alternativas e novos formatos que visam melhorias para as pessoas que trabalham em uma empresa e, consequentemente, para a empresa, estão constantemente nos planos da área de pessoas e das lideranças. Após experiências profissionais e muita pesquisa, conheci o formato de gestão colaborativa, que inspirou desde o início a minha empresa, pelo manifesto de metodologias ágeis na produção de software, área que sempre atuei e que montei uma empresa.

Desde que nasceu a ideia de montar uma empresa na área de desenvolvimento de software, eu e meus sócios sempre tivemos como meta principal influenciar de forma positiva o mercado de tecnologia. Cada um de nós já fazia isso nos ambientes técnicos que trabalhávamos, mas faltava algo: construir uma empresa com base nos valores e princípios que sempre entendemos como novas formas de trabalho e liderança no século XXI.

Ter uma organização hierárquica (ou não tê-la efetivamente) é o que mais precisava ser mudado e estar mais adequado ao perfil da nova geração de pessoas que trabalham com tecnologia das gerações Y, Z e demais gerações que um dia estarão no mercado de trabalho.

Gestão Colaborativa
Sendo assim, encontramos no modelo de Gestão Colaborativa a melhor forma para estimular a autonomia, incentivar a colaboração entre as pessoas e ter transparência nas relações. Ao pé da letra, é o tipo de gestão onde não tem chefe, mas sim uma equipe em sinergia, em que cada um sabe exatamente quais são suas responsabilidades, sem a necessidade de ter alguém as cobrando ou monitorando o que estão fazendo.

O ponto chave é fazer com que as pessoas tenham senso de responsabilidade e realizem suas atividades com propriedade, para adquirir consciência de sua relevância e impacto no ambiente e nos projetos que atuam.

Assim também temos menos processos burocráticos e menos disputas de poder, as ações acontecem de maneira mais rápida e orgânica e as pessoas se sentem (e são) parte das soluções, criando um ambiente mais agradável e justo para todos, onde vivências e experiências são mais relevantes que cargos.

Essa cultura pode ser notada já na etapa de recrutamento, quando trazemos pessoas alinhadas com a nossa cultura de trabalho, dispostas a evoluir e aperfeiçoar nosso ambiente. E claro que há dificuldades, desde a chegada de novas pessoas na equipe até a adaptação a um novo formato de trabalho, com mais autonomia, por isso o processo de integração e os esforços para transmitir a filosofia adotada durante o processo na entrada de uma nova pessoa são essenciais.

O modelo de gestão colaborativa não é comum no mundo corporativo, por isso as pessoas inicialmente têm dificuldade para lidar com a liberdade e a responsabilidade das suas ações. Somos ensinados a obedecer a alguém no ambiente profissional, e nós buscamos o oposto: sai de cena o discurso do “meu chefe que mandou” e vigora a ideia de que “se eu me comprometi, eu vou fazer, pois impacta diretamente todo o meu time”.

Para pessoas que trabalham em empresas que adotam esse modelo sempre surge a pergunta: se não tenho “chefe”, como meu trabalho será reconhecido e como terei aumento de salário ou promoção?

Como?
Trabalhamos de maneira simples: buscamos empoderar as pessoas para que elas consigam conversar com toda sua equipe. Um modelo que encontramos foi o de abrir dois períodos ao longo do ano para a proposta de aumento salarial. A pessoa apresenta suas entregas e argumentos para o time e propõe um valor que considera adequado. Depois disso, é feito um alinhamento com a Área de Pessoas para verificar os pedidos, que são avaliados junto a informações e a pessoa receber um posicionamento.

O modelo de gestão colaborativa oferece crescimento de conhecimentos e experiências profissionais, uma realidade pouco usual. Aliado a isso, buscamos compor um cenário de equilíbrio e ritmo sustentável, mesmo percebendo que existe uma corrida sem limites por mais aprendizados e vivência em projetos complexos e inovadores.

Sim, isso é possível dentro de um ambiente colaborativo, mas existem pessoas que não conseguem enxergar, pois priorizam o reconhecimento somente por meio de status ou cargos. As pessoas não precisam pensar da mesma forma e a questão cultural é um fator relevante, afinal cada um tem o seu propósito de carreira e o direcionamento de como vai buscar os seus objetivos – e não há mal algum nisso.

Fonte:http://www.rhportal.com.br/artigos-rh/gestao-com-liberdade-sim-e-possivel/

Notícias Relacionadas